Publicidade

Um FC Porto ligado à corrente bateu um Benfica amorfo com uma exibição de gala e goleada por 5-0, com Galeno a assumir o papel de protagonista, com dois golos e uma assistência.
O Benfica entrava em campo pressionado pelo facto de ter sido ultrapassado pelo Sporting na liderança minutos antes, e como é habitual do FC Porto nas receções às ‘águias’, assistiu-se a uma entrada forte dos ‘dragões’, que ameaçaram com um cabeceamento madrugador de Pepê à figura de Trubin (2′). A tentativa de resposta encarnada chegou aos 13′, num livre marcado rapidamente por Di María para a desmarcação de Tengstedt, que dominou mas rematou por cima. Logo a seguir, aos 14′, João Mário cruzou, Nico desviou de cabeça na pequena área e Galeno atirou ao lado. Esse remate foi o prenúncio para o que viria a seguir por parte do brasileiro. Aos 20 minutos, canto na direita, desvio de Morato no coração da área e o Nº13, sozinho ao segundo poste, rematou de primeira para o fundo das redes.
Os ‘dragões’ entusiasmaram-se ainda mais e aos 24′ Francisco Conceição, numa jogada individual, fletiu da direita para o meio e rematou rasteiro para defesa apertada de Trubin. Quem também mostrou atenção foi Diogo Costa, que aos 34′ esticou o braço para desviar por cima o remate perigoso de Rafa à entrada da área. Logo no minuto seguinte, viu o remate em arco de Di María passar perto do ângulo superior. Esta reação encarnada sofreu um rude golpe à beira do intervalo, quando Francisco Conceição teve tempo e espaço para cruzar sem oposição para Evanilson ganhar nas alturas a Aursnes e assistir Galeno à boca da baliza, que foi mais ágil e decidido que António Silva e bisou.
Roger Schmidt mudou ao intervalo, colocando Carreras e Florentino em campo para dar equilíbrio e consistência, e o Benfica até começou bem, só que no primeiro lance de ataque o FC Porto aumentou para 3-0. Wendell conduziu pelo meio, solicitou Galeno na esquerda e posicionou-se em zona frontal, recebendo o passe do colega e finalizando, com a bola ainda a desviar em Florentino.
Qualquer hipótese de reação terminou com a expulsão de Otamendi aos 61′, após ver dois cartões amarelos no espaço de 11 minutos. O FC Porto baixou um pouco o ritmo mas acabou por aproveitar a vantagem numérica. Aos 63′ Nico falhou de forma clamorosa à boca da baliza mas compensou aos 75′, com um passe a rasgar para Pepê, que descaído pela direita na área rematou de forma fulminante, com Trubin a ser mal batido. Mostrando uma eficácia raramente vista esta época, os azuis e brancos deram o golpe final no rival aos 90′, numa jogada construída por suplentes, com o cruzamento milimétrico de Jorgie a ser finalizado de cabeça por Namaso.