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Na perseguição a um Leão, o Benfica sentiu muitas dificuldades frente a outro, acabando por bater o Farense por 3-2 graças à inspiração e golos de Aktürkoğlu e às defesas de Trubin, igualando o líder Sporting antes do clássico com o FC Porto.
Com um misto de poupanças e condicionalismos (Tomás Araújo com problemas físicos e Florentino em risco de exclusão), Bruno Lage apresentou um onze com algumas alterações, onde se destacou um lado direito formado por esquerdinos (Dahl e Di María). Logo aos três minutos, um desvio de Ricardo Velho junto à relva corrigiu o corte atrapalhado de Artur Jorge, evitando que Pavlidis o contornasse e ficasse em boa posição. No entanto, quatro minutos depois, o marcador foi inaugurado, num ataque rápido na direita, com Di María a servir Aursnes e este a assistir Aktürkoğlu para encostar ao segundo poste. A primeira tentativa algarvia surgiu aos 16 minutos, num remate cruzado de Poloni para defesa segura de Trubin.
Pavlidis continuou a aquecer o motor, com mais duas situações interessantes, a primeira a contornar Ricardo Velho mas a tocar com muita força (19′) e depois desviando com o peito para fora um passe de Dahl (20′). Poloni também se quis continuar a mostrar e aos 22′ teve um cruzamento-remate junto à bandeirola de canto que obrigou Trubin a mostrar atenção, desviando junto à barra. Depois da ameaça, a concretização. Aos 23′, excelente trabalho individual de Pavlidis na área, recebendo de costas, voltando-se e ultrapassando o defesa para ficar sozinho frente ao guardião e faturar; uma conclusão brilhante de um lance iniciado por um passe longo de Trubin para Aktürkoğlu e um belo cruzamento do turco.
No entanto, a partir daí o Benfica diminuiu a rotação e o Farense começou a crescer no jogo, como exemplificado por Menino. Primeiro aos 30′, desmarcou-se bem para receber o passe de Tomané e valeu a mancha de Trubin, desviando com a mão no último instante, e depois, aos 42′, rematou forte de longe, à figura mas para defesa atenta. Na sequência do canto, os algarvios relançaram o jogo, com Cláudio Falcão a cabecear à barra e Tomás Ribeiro a encostar, também de cabeça.
A segunda parte começou logo com uma ocasião para as Águias, mas Ricardo Velho voltou a ser mais rápido e saiu da baliza para bloquear o remate de Dahl em esforço (46′), e dois minutos depois valeu um corte providencial de Neto a passe do sueco na direção de Aktürkoğlu, pronto para finalizar na pequena área. Aos 54′, a acutilância e eficácia do Benfica voltou a manifestar-se, com mais um ataque rápido, conduzido por Aktürkoğlu, a passar por Aursnes e o norueguês a cruzar para Pavlidis, que domina na área e toca atrasado para o encosto do Nº17.
O Farense não desanimou e aos 63′ voltou a reduzir, em mais uma jogada delineada por Poloni, que apareceu solto na esquerda a cruzar para o remate na passada e de pronto de Rony Lopes. Por duas vezes o pior ataque do campeonato (juntamente com o Boavista) deixava intranquilo um candidato ao título. Di María tentou devolver a serenidade com um livre aos 70′, mas Ricardo Velho estirou-se para defender junto à base do poste. Do lado contrário Poloni continuava a criar problemas: aos 76′ cruzou atrasado para remate de Tomané contra António Silva e no minuto seguinte, novamente com os mesmos protagonistas, quem brilhou foi Trubin, que desviou o cabeceamento do avançado.
À entrada para os últimos minutos, ambas as equipas mudaram a táctica, com o Benfica a ficar um pouco mais conservador, defendendo com cinco jogadores e o Farense mais ofensivo, de 3-5-2 para 4-4-2. No entanto, a tentativa de pressão algarvia acabou por ser inconsequente, com várias bolas bombeadas, fáceis para a defesa encarnada e Trubin, com os anfitriões a segurarem os três preciosos pontos antes da sempre difícil deslocação ao Estádio do Dragão.